Miméticos

Um blog sobre René Girard e a teoria mimética

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A Solidariedade dos Viventes e o Perdão: Jacques Derrida / Evando Nascimento

Segundo informa o Suplemento Pernambuco:

De 17 a 20 de abril, ocorre no Rio de Janeiro o colóquio internacional A solidariedade dos viventes e o perdão: Jacques Derrida/Evando Nascimento: questões de ética, política e estética. Além da solidariedade dos viventes – tema caro ao filósofo franco-argelino -, também serão abordados outros temas de interesse de Jacques Derrida (1930-2004) como poesia, hospitalidade, o estrangeiro e os animais. O evento ocorre na Pós-graduação em Letras da UERJ e na Mediateca da Maison de France.

As conferências, mesas-redondas, e cursos dividir-se-ão entre a UERJ e a Maison de France. A programação detalhada está neste arquivo PDF.

COV&R 2017

Está no ar o site do encontro de 2017 do Colloquium on Violence & Religion, que vai acontecer em Madri entre 12 e 15 de julho.

O encontro deste ano terá como tema “Identidade e Rivalidade”, e haverá inclusive uma mesa plenária com o tema “Identidade Sul-Americana”.

A língua dos congressos do Colloquium on Violence & Religion é sempre o inglês.

Livros da Biblioteca René Girard em Promoção

A promoção está tão boa que merece seu post próprio: neste fim de ano, a É Realizações está vendendo livros da Biblioteca René Girard com até 75% de desconto.

Deus Ineffabilis, novo livro de Carlos Mendoza-Álvarez

Deus Ineffabilis

No XV Congresso da ABRALIC semana que vem (19 a 23 de setembro, na UERJ), teremos a presença de três autores da Biblioteca René Girard: William Johnsen (em sua segunda visita ao Brasil), Carlos Mendoza-Álvarez, e Trevor Cribben Merrill.

Carlos Mendoza-Álvarez lançará durante a ABRALIC seu segundo título da Biblioteca René Girard, Deus Ineffabilis — Uma Teologia Pós-Moderna da Revelação do Fim dos Tempos.

O objetivo desta obra é aprender a evocar Deus com esperança, no meio dos escombros da sociedade pós-moderna. A teologia fundamental da ideia de revelação proposta em Deus Ineffabilis responde às inquietudes dessa sociedade, que busca um habitat sustentável, onde todos possam caber.

Padre dominicano nascido no México, Mendoza-Álvarez graduou-se em Filosofia em seu país natal e doutorou-se em Teologia na França e Suíça. Procura articular a hermenêutica de Paul Ricoeur, a ética da alteridade de Emmanuel Levinas e a teoria mimética de René Girard, numa análise fina da condição pós-moderna.

Garanta agora o seu exemplar, com 20% de desconto.

Programação do Simpósio de Teoria Mimética da ABRALIC

Entre 19 e 23 de setembro, acontece no Instituto de Letras da UERJ o XV Congresso da Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC). Haverá uma mesa especial sobre teoria mimética, que será divulgada amanhã, e com simpósios, cuja programação divulgamos abaixo.

Para simplesmente assistir a qualquer mesa, basta aparecer. O Instituto de Letras fica no 11º andar.

Teoria Mimética: Desdobramentos E Possibilidades

Coordenadores: Marcus Vinícius Nogueira Soares (UERJ), Johannes Kretschmer (UFF)

RESUMO: A trajetória de René Girard teve como base a interdisciplinaridade. Seu primeiro livro, Mentira Romântica e Verdade Romanesca (1961), é um brilhante ensaio de crítica literária e de literatura comparada. Em seu segundo livro, A Violência e o Sagrado (1972), o “crítico literário” reinventou-se, ampliando suas áreas de interesse até abarcar a antropologia, os estudos da religião e a análise do mito. Por fim, com a publicação de Coisas Ocultas desde a Fundação do Mundo (1978), como o título sugere, em sua alusão ao Evangelho de São Mateus, o “crítico literário-antropólogo” voltou a forjar uma nova identidade por meio de uma apropriação muito particular das Escrituras. A partir de então, a preocupação teológica e antropológica constituiu o eixo de sua teoria. O cruzamento das duas disciplinas não só levou à elaboração de uma antropologia propriamente mimética, como também favoreceu o esboço de uma teologia antropologicamente orientada. Mencione-se ainda uma leitura antropológica que encontra na Bíblia a matriz da noção de intertextualidade. Nos dois casos, a força da obra girardiana reside na capacidade ímpar de descobrir relações inesperadas entre textos das mais distintas tradições. A formação de paleógrafo e de crítico literário deixou marcas permanentes em sua reflexão. Assim, mesmo quando suas preocupações intelectuais conheceram novos rumos, a leitura detetivesca de textos continuou a ser um dos traços mais originais de sua abordagem.

PROGRAMAÇÃO:

[20 minutos para cada comunicação]

TERÇA 20

MANHÃ 9h às 11h

SESSÃO 1

Carla Hauer Grivicich (UERJ) José de Alencar e o apagamento do outro

Pedro Sette-Câmara (UERJ) A noção girardiana de méconnaissance, e seu papel em Facundo e O Guarani

Igor Alexandre Barcelos Graciano Borges (UEMS) O sublime na monstruosidade

QUARTA 21

MANHÃ 9h às 11h

SESSÃO 2

Natália Da Silva Gama (UFRJ) Sêneca e Girard

Elvis Freire Da Silva (UFC) Gênero e metalinguagem em Tesmoforiantes de Aristófanes e Como Gostais de Shakespeare

Vinicius Schröder Senna (UERJ) Reputação e ressentimento no ambiente literário

QUINTA 22

MANHÃ 9h às 11h

SESSÃO 3

Claudio Fernandes Ribeiro (UFG) Lúcio Cardoso e o delineamento da investigação romanesca em A Luz no Subsolo

Maria Alice Sabaini De Souza Milani (UNESP) Entre o desejo e a violência: uma leitura de A Legião Estrangeira sob a perspectiva de René Girard

Helton Marques (UNESP-Assis) Memória, Teoria Mimética e Violência em Angústia, de Graciliano Ramos

SEXTA 23

MANHÃ 9h às 11h

SESSÃO 4

Julius François Cunha Dos Santos (UEA) O desejo triangular em A Mulher sem Pecado

Júlia Reyes (UERJ) Reencontrando o pai: uma análise do conto “O Transeunte” de Carson McCullers sob uma perspectiva girardiana

René Girard, a Neurociência, e a Psicanálise: Colóquio em Cambridge

Um dos pontos mais interessantes da teoria mimética sem dúvida é a possibilidade de interface com as ditas ciências “duras”, surgida com a descoberta dos neurônios-espelho por uma equipe que, originalmente, sequer tinha ouvido falar em teoria mimética. Após um colóquio organizado em Stanford, alguns estudiosos da teoria mimética passaram a acompanhar os estudos dos neurônios-espelho, e, nos últimos anos, Jean-Michel Oughourlian (um dos autores de Coisas Ocultas desde a Fundação do Mundo*) publicou *Notre Troisième Cerveau*, publicado agora em inglês como *The Mimetic Brain*. Um colóquio na universidade de Cambridge marcará o lançamento da tradução, feita por Trevor Cribben Merrill (autor de um grande estudo sobre Milan Kundera, que será publicado no Brasil; o próprio Trevor estará presente no congresso da Associação Brasileira de Literatura Comparada em setembro, no Rio de Janeiro), e contará com diversas comunicações a respeito da interface entre a teoria mimética, a psiquiatria, a psicanálise, e a neurociência. As informações estão abaixo; o site do evento é GirardPsy.com.

Simpósio de Teoria Mimética na ABRALIC em Setembro

# PRAZO DE INSCRIÇÃO PRORROGADO ATÉ 14 DE JUNHO #

O XV encontro da ABRALIC, a Associação Brasileira de Literatura Comparada, acontecerá no Rio de Janeiro entre 19 e 23 de setembro de 2016.

No encontro haverá um simpósio dedicado à teoria mimética. Ressaltemos, em conformidade com a apresentação do simpósio, que não é preciso que as propostas de trabalhos sejam da área de literatura comparada, mas apenas que dialoguem com a teoria mimética.

O prazo para propor comunicações vai até 14 de junho. Os resumos devem ter de 400 a 500 palavras, como diz a ficha de inscrição.

Para alunos de pós-graduação, será preciso associar-se à ABRALIC (R$ 200) e pagar a taxa de participação no encontro (R$ 40). O primeiro prazo de associação será 30 de junho, e a associação pode ser feita após a aprovação da comunicação.

Você pode seguir a ABRALIC no Facebook e no Twitter, e, é claro, ir ao próprio site da ABRALIC.

TEORIA MIMÉTICA: DESDOBRAMENTOS E POSSIBILIDADES

> COORDENADORES:

Marcus Vinícius Nogueira Soares – UERJ

> Johannes Kretschmer – Universidade Federal Fluminense

> RESUMO: A trajetória de René Girard teve como base a interdisciplinaridade. Seu primeiro livro, Mentira Romântica e Verdade Romanesca (1961), é um brilhante ensaio de crítica literária e de literatura comparada. Em seu segundo livro A Violência e o Sagrado (1972), o "crítico literário" reinventou-se, ampliando suas áreas de interesse até abarcar a antropologia, os estudos da religião e a análise do mito. Por fim, com a publicação de Coisas Ocultas desde a Fundação do Mundo (1978), como o título sugere, em sua alusão ao Evangelho de São Mateus, o "crítico literário-antropólogo" voltou a forjar uma nova identidade por meio de uma apropriação muito particular das Escrituras. A partir de então, a preocupação teológica e antropológica constituiu o eixo de sua teoria. O cruzamento das duas disciplinas não só levou à elaboração de uma antropologia propriamente mimética, como também favoreceu o esboço de uma teologia antropologicamente orientada. Mencione-se ainda uma leitura antropológica que encontra na Bíblia a matriz da noção de intertextualidade. Nos dois casos, a força da obra girardiana reside na capacidade ímpar de descobrir relações inesperadas entre textos das mais distintas tradições. A formação de paleógrafo e de crítico literário deixou marcas permanentes em sua reflexão. Assim, mesmo quando suas preocupações intelectuais conheceram novos rumos, a leitura detetivesca de textos continuou a ser um dos traços mais originais de sua abordagem. Dado o caráter interdisciplinar da Teoria Mimética, este simpósio acolherá propostas que se relacionem com os pressupostos do pensamento girardiano.

Palavra-chave 1: René Girard

Palavra-chave 2: Teoria Mimética

Palavra-chave 3: Violência

Palavra-chave 4: Bode expiatório

Uma ótima fonte girardiana em português

Já passava da hora de termos chamado a atenção aqui para o Instituto Humanitas Unisinos, que há muito tempo dedica um espaço considerável à obra de René Girard e a pensadores girardianos.

Destacamos dois conjuntos de conteúdos:

1. Aquele que aparece no próprio site, e que pode ser acessado por uma simples busca.

2. A edição de dezembro da Revista IHU Online, que teve como tema de capa “O sacrifício e a violência na contemporaneidade”, com artigos de João Cezar de Castro Rocha, William Johnsen, Roberto Solarte, Michael Kirwan, Stéphane Vinolo e outros. Você pode acessar o PDF diretamente.

Como dizem nossos amigos portugueses, “a não perder”!

Repercussões do falecimento de Girard

***Este post pode ser atualizado ao longo do dia.***

Um dia após o falecimento de René Girard, propagam-se pela web textos em sua memória — e, cá no Brasil, já começamos a preparar algo.

Por ora, temos algumas indicações ao leitor.

Em inglês

Um pequeno obituário pode ser encontrado na homepage do Australian Girard Seminar, e, a partir dali, pode-se ler o texto “The ‘Darwin of Human Sciences’: René Girard, a Theologial Perspective”, de Scott Cowdell.

Destacamos também o texto do site Patheos.

A rádio canadense CBC chama a atenção para The Scapegoat seu áudio-documentário, com entrevistas em inglês com Girard, sobre o bode expiatório.

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Em francês

A Academia Francesa publicou uma nota. O editor do suplemento literário do Le Monde publicou um artigo; o Nouvel Observateur republicou uma longa entrevista de 2004; o Figaro, por sua vez, republicou o artigo de Girard sobre o filme A Paixão do Cristo, de Mel Gibson.

O jornal Causeur apresenta uma homenagem a Girard, enfatizando desde o começo que seu pensamento está sujeito a mal-entendidos.

A Revue des Deux Mondes republica um texto em que Girard nos instiga definindo o totalitarismo como “perseguir um bode expiatório sabendo que se faz isso”.

Falecimento de René Girard

René Girard faleceu na madrugada de hoje, 4 de novembro de 2015, aos 91 anos.

A É Realizações, o blog Miméticos e, com certeza, os leitores e estudiosos brasileiros de sua obra expressam sua solidariedade com seus familiares, bem como gratidão pela obra que ele nos deixou.

Leia, em inglês, seu obituário publicado pela Stanford University.

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